O recurso olímpico da veterana do skeleton americano Katie Uhlaender foi negado
A atleta americana de skeleton Katie Uhlaender, cinco vezes participante dos Jogos Olímpicos de Inverno, não competirá nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, após seu recurso ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) ter sido rejeitado pelo painel ad hoc olímpico da modalidade. Uhlaender, de 41 anos, havia contestado o resultado de uma corrida classificatória em Lake Placid, em janeiro.

A disputa girou em torno da alegação de que as desistências estratégicas de atletas canadenses naquela prova reduziram o número de competidores, diminuindo os pontos de qualificação disponíveis e negando a Uhlaender o total necessário para conquistar uma vaga olímpica.
Embora Uhlaender e seus apoiadores argumentassem que se tratava de uma manipulação do sistema de classificação, o painel do CAS decidiu que não tinha jurisdição para analisar o caso, de acordo com as regras de cronometragem específicas dos Jogos Olímpicos.
O que aconteceu em Lake Placid?
A tentativa de Uhlaender de se classificar dependia de uma corrida da Copa Norte-Americana em Lake Placid, Nova York, no início de janeiro. Antes do evento, ela recebeu uma mensagem do treinador principal da equipe canadense de skeleton, informando que vários atletas canadenses não iriam competir.
Com o número reduzido de competidoras, Uhlaender (apesar de ter registrado os tempos mais rápidos) obteve menos pontos de qualificação do que teria obtido em outras circunstâncias, ficando, no fim das contas, aquém do total necessário. A Federação Internacional de Bobsled e Skeleton reconheceu que a retirada de atletas dessa maneira poderia levantar preocupações sobre a justiça competitiva, mas não encontrou nenhuma violação das regras.
Resultado e reação
Com a decisão final do CAS, Uhlaender encerrará sua tentativa de se tornar uma atleta olímpica de inverno pela sexta vez. Em comunicado divulgado após a decisão, ela afirmou estar “decepcionada”, mas que pretende explorar outras opções e continuar defendendo a integridade dos sistemas de qualificação.
Os dirigentes da Bobsleigh Canada Skeleton afirmaram que as seleções e desistências foram feitas em prol do bem-estar dos atletas e da estratégia da equipe, e não com a intenção de prejudicar os rivais.






